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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Livro: "Universal Design: Best Practice" Volume 1

A Red Dot publicou o primeiro volume de uma edição chamada "Universal design: Best practice". Tendo Peter Zec como editor e contribuições de autores como Birger Priddat e Stephan Scheuer, o livro pretende explorar os domínios do design universal, explicar o conceito e prever a sua importância no futuro.
O livro apresenta também vários exemplos de design universal e ajudas técnicas que foram encontrados entre os vencedores do REHACARE DESIGN AWARD.
Pode ser comprado aqui.
E pode ser visto, em parte, aqui.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Livro: "Design Revolution", de Emily Pilloton

Emily Pilloton, fundadora do "Project H", já aqui anunciado e disponível nos links ali à direita, acaba de lançar este livro: "Design Revolution - 100 Products that empower people". O livro mostra 100 produtos que alteraram vidas e pode ser "pré-encomendado" na Amazon.
Pode ler-se na contracapa:
Urgent and optimistic, a compendium and a call to action, Design Revolution is easily the most exciting design publication to come out this year. Featuring more than 100 contemporary design objects and systems--safer baby bottles, a high-tech waterless washing machine, low-cost prosthetics for landmine victims, Braille-based Lego-style building blocks for blind children, wheelchairs for rugged conditions, sugarcane charcoal, universal composting systems, DIY soccer balls--that are as fascinating as they are revolutionary, this exceptionally smart, friendly and well-designed volume makes the case for design as a tool to solve some of the world’s biggest social problems in beautiful, sustainable and engaging ways--for global citizens in the developing world and in more developed economies alike. Particularly at a time when the weight of climate change, global poverty and population growth are impossible to ignore, Pilloton challenges designers to be changemakers instead of “stuff creators.”

Aproveito a ocasião para avisar que o site do "Project H" tem uma cara nova e pode ser visto aqui.


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

"Whole Earth Catalog - Fall 1968"

Mítica publicação de Stewart Brand, aqui está o Whole Earth Catalog, de 1968, em versão digital para consulta.

Livro: The Design of Everyday Life

No seguimento das trocas de e-mails com o Gonçalo Gomes, da UA, foi sugerido pelo Carlos Aguiar que a informação trocada fosse disponibilizada por mim aqui no blogue.
A imagem acima é a capa de um livro de Elizabeth Shove, Mathew Watson, Martin Hand e Jack Ingram chamado "The Design of Everyday Life". É um livro curioso que fala da importância dos objectos na nossa vida, do cidadão comum como designer e da importância do "ter" e do "fazer" (que leva à questão dos projectos "Do It Yourself" [DIY]). Ao mesmo tempo, conta histórias a partir de entrevistas com utilizadores e aborda temas de teoria e prática em design, como o "user-centered design" [UCD].
Resumindo, é um livro sobre "sociologia do design" (não sei se existe com este nome) e sobre a relação entre consumo, uso, necessidades e apropriação.
O livro está disponível para compra aqui no Book Depository, um bom recurso para quem não quer pagar portes de envio.

E, já que estamos a falar de livros e poupança, fica aqui também o link para o Abe Books onde se podem encontrar livros de edições antigas e/ou raras a preços muito baixos (para edições recentes não costuma ser vantajoso). Em geral os livros demoram um bocadinho a chegar, mas às vezes vale a pena a espera.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Design Inclusivo

Design Inclusivo: Acessibilidade e Usabilidade em Produtos, Serviços e Ambientes
Autoria: Jorge Falcato Simões, Arquitecto – Câmara Municipal de Lisboa
Renato Bispo, Designer – ESAD – Caldas da Rainha | Associação Projectar para Todos


Download I Parte aqui.

domingo, 21 de junho de 2009

A Doutrina do Choque; Klein, Naomi



Naomi Klein põe um fim ao mito de que o mercado livre global triunfou democraticamente. Expondo o modo de pensar, o rasto do dinheiro e os fios de marioneta por detrás das crises e guerras mundiais das últimas quatro décadas, "A Doutrina do Choque" é a história absorvente de como as políticas de "mercado livre" da América têm vindo a dominar o mundo - através da exploração de povos e países em choque devido a inúmeros desastres. Na conjuntura mais caótica da guerra civil do Iraque, é apresentada uma nova lei que permitiria à Shell e à BP reclamar para si as vastas reservas petrolíferas do país... Imediatamente a seguir ao 11 de Setembro, a administração Bush concessiona, sem alarido, a gestão da "Guerra contra o Terror" à Halliburton e à Blackwater... Depois de um tsunami varrer as costas do sudeste asiático, as praias intocadas são leiloadas ao desbarato a resorts turísticos... Os residentes de Nova Orleães, espalhados pelo furacão Katrina, descobrem que as suas habitações sociais, os seus hospitais e as suas escolas jamais serão reabertas... Estes acontecimentos são exemplos da "doutrina de choque": o aproveitamento da desorientação pública no seguimento de enormes choques colectivos - guerras, ataques terroristas ou desastres naturais - para ganhar controlo impondo uma terapia de choque económica. Por vezes, quando os dois primeiros choques não são bem sucedidos em eliminar a resistência, é empregue um terceiro choque: o eléctrodo na cela da prisão ou a arma Taser nas ruas. Baseado em investigações históricas inovadoras e em quatro anos de relatos no terreno em zonas de desastre, "A Doutrina do Choque" mostra de forma vívida que o capitalismo de desastre - a rápida reorganização corporativa de sociedades que tentam recuperar do choque - não começou com o 11 de Setembro de 2001. O livro traça um percurso das suas origens que nos leva há cinquenta anos atrás, à Universidade de Chicago sob o domínio de Milton Friedman, que produziu muitos dos principais pensadores neoconservadores e neoliberais cuja influência, nos nossos dias, ainda é profunda em Washington. São estabelecidas novas e surpreendentes ligações entre a política económica, a guerra de "choque e pavor" e as experiências secretas financiadas pela CIA em electrochoques e privação sensorial na década de 1950, pesquisa essa que ajudou a escrever os manuais de tortura usados hoje na Baía de Guantanamo.

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Canadiana Naomi Klein vence Prémio Warwick com “The Schock Doctrine”
25.02.2009 - 11h49 Lusa, PÚBLICO
A ensaísta canadiana Naomi Klein venceu, com “The Shock Doctrine”, a primeira edição do prémio da Universidade de Warwick de Escrita para obras de qualquer género literário em inglês ou traduzidas neste idioma.

O livro da ensaísta impôs-se aos dos outros cinco finalistas, entre os quais “El Mal de Montano” (“O Mal de Montano”, na tradução portuguesa da Teorema), do espanhol Enrique Vila-Matas. O prémio tem uma dotação de 50.000 libras (56.000 euros).

“The Shock Doctrine” foi descrito pela presidente do júri, a escritora China Miéville, como “uma investigação brilhante, provocadora e extraordinariamente bem escrita sobre um dos grandes escândalos da nossa época”.

A obra premiada, que tem como subtítulo “O auge do capitalismo do desastre”, defende a tese segundo a qual o mundo é vítima de uma ideologia que explora os desastres, as situações traumáticas e as crises colectivas para, após ter traumatizado os cidadãos, introduzir mudanças socioeconómicas radicais que apenas favorecem as multinacionais. De Naomi Klein está traduzida em Portugal “No Logo – O poder das marcas”, edição da Relógio d'Água.

Prémio cruza todas as disciplinas

Fizeram parte do primeiro júri do prémio Warwick (que será atribuído bienalmente) a jornalista Maya Jaggi, a romancista e tradutora Maureen Freely, o “blogger” britânico Stephen Mitchelmore e o professor de Matemática da Universidade de Warwick, Ian Stewart.

O Prémio Warwick de Escrita é “um novo prémio de literatura inovador que envolve uma competição global e cruza todas as disciplinas”, diz a instituição no seu comunicado de anúncio do prémio.

A Universidade de Warwick refere ainda que é uma das universidades do país “líder em investigação”, classificada “consistentemente” entre as dez primeiras em todas as tabelas produzidas pelos jornais nacionais do Reino Unido e classificada em sétimo no ano passado em qualidade de investigação pelo Funding Councils' Research Assessment Exercise.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

No Logo - o poder das marcas; Naomi Klein


No Logo
O Poder das Marcas
de Naomi Klein
Edição/reimpressão: 2002
Páginas: 536
Editor: Relógio D` Água
ISBN: 9789727086733

(Uma opinião retrirada da net - Publicado por vitorsilva em outubro 8, 2003 12:49 AM)
No Logo, O Poder das Marcas
Este livro apanhou-me de surpresa, comprei-o por sugestão de um colega e porque queria confirmar se não se tratava de mais um livro escrito por alguém com preconceitos contra as grandes corporações e cheguei à conclusão que afinal eu é que estava cheio de preconceitos. Acho que, tendo em conta os capítulos iniciais do livro, posso ser um bocadinho desculpado.

Esta fase inicial é quase um livro de história da gestão empresarial dos últimos 50 anos descrevendo a forma como muitas multinacionais se procuraram “transcender” passando de empresas de produtos para empresas de marcas. Conseguem assim concentrar-se não só naquilo que pelos vistos fazem melhor (marketing) como também deixarem de se preocupar com problemas potenciais como construção de fábricas, emprego de pessoal, etc.
A forma como fazem essa transição, através de fortissimos investimentos em publicidade, mais ou menos agressiva, seja através do patrocinio de eventos culturais, seja comprando cidades inteiras de forma a transmitir melhor a sua imagem, ou mesmo copiando o estilo das ruas numa atitude “even better than the real thing” torna as marcas tão omnipresentes que se torna dificil encontrar espaços fisicos e virtuais que não estejam de alguma forma relacionados com essas marcas.
A passagem do paradigma empresa de produtos para empresa de marcas não é por si só perniciosa ou criticável e era isso que ao inicio me estava a deixar um bocado “descrente” no conteúdo do livro, o que é criticável é a forma como essas empresas rapidamente adoptam posições socialmente inaceitáveis e ambíguas.

Após a apresentação do percurso evolutivo das grandes multinacionais, é feita uma reflexão sobre o poder que estas grandes empresas têm ao nível do normal fluir de informação e os problemas éticos levantados pela criação de grandes conglomerados empresariais que, por exemplo controlam um processo produtivo desde a extracção até a venda, ou a produção de conteúdos mediáticos desde os eventos até à publicação. Esta é uma situação potencializadora de conflitos éticos que levam à pior forma de censura, a auto-censura, já que uma empresa não irá concorrer contra outra do mesmo grupo assim como um jornalista terá certamente uma maior dificuldade em fazer uma peça que de alguma forma afecte a empresa ou grupo para o qual trabalha.

O problema do emprego é também focado devido à forma como foi afectado pela busca incessante de preços mais baixos e pela estratégia de desresponsabilização social que as empresas procuravam. Esta estratégia, como o objectivo de permitir focalizar as empresas no seu (novo) core business, o marketing, assenta no aumento do outsourcing e subcontratação, eliminando assim um valor elevado de custos, assim como cortando pela raiz eventuais problemas criados por sindicatos ou trabalhadores descontentes. Só que, em sistemas dinâmicos, a eliminação de um problema leva normalmente ao aparecimento de outros, e o que se verifica é que os chavões económicos de que a deslocalização de unidades produtivas para países mais atrasados e com menores custos de mão-de-obra irá eventualmente fazer aumentar o poder de compra dessas populações, desenvolvendo assim o seu, país consegue, isso sim, fazer renascer nesses países condições de trabalho que não se viam no mundo ocidental desde o inicio do século XX, através das péssimas condições de trabalho, com salários por vezes abaixo do custo de subsistência (há empresas que só aceitam estabelecer-se num país se poderem pagar menos que o salário minimo), ou pela recusa de direitos como o de associação (que por acaso faz parte da declaração de direitos do homem), sempre numa busca pelo custo mais baixo de produção. E dado que já se passou dos tigres asiáticos, para a américa central, para as ilhas do pacífico e para a china quem sabe (digo eu) quando chega a hora da áfrica entrar neste jogo?
A questão da ambiguidade de actuações verifica-se quando empresas que conseguem banir produtos de supermercados porque não se enquadram na sua visão do que deve ser um produto familiar ou que obrigam artistas a mudar os seus trabalhos de forma a não ferir susceptibilidades e que têm volumes de vendas superiores ao pib de muitos países, não se esforcem realmente por obrigar as empresas que subcontratam a oferecer melhores condições áqueles que, indirectamente, são os seus empregados.

Todos estes pontos, bem como as formas que muitos dos chamados militantes anti-globalização tem encontrado para tentar combater estas situações são descritos de uma forma exaustiva, com bastantes referências a outras fontes que vale a pena explorar. É um livro, na minha opinião, que em vez de te tentar convencer que esta ou aquela forma de agir ou de pensar as coisas em abstracto é mais ou menos aceitável, te conduz, através de factos concretos à formação de uma opinião.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Instituto Biomecânico de Valencia

Acabamos de obter quatro novas publicações de difusão livre, disponibilizadas on line em PDF pelo Instituto Biomecâmico de Valencia.